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segunda-feira, 5 de março de 2018

O Inverno, a Água e Pernas para que vos quero


Para as filosofias que relacionam as estações do ano aos elementos naturais, o Inverno relaciona-se com o elemento água.

A água é profunda, é calma e intempestiva, é silenciosamente teimosa. Molda-se e contornando obstáculos chega onde quer. A água pode encontrar-se onde menos se espera, precisamente porque é profunda e silenciosa. É, ao mesmo tempo, passiva e activa.

O Inverno assemelha-se à água, se por um lado pede recolhimento e reflexão, por outro promove-nos mais vontade de trabalhar, de estudar, de armazenar conhecimento. Durante o Inverno a natureza está conservada, muitos animais e plantas estão em repouso, quase como se estivessem à espera, como a água aparentemente parada das profundezas.

Os órgãos associados a esta época do ano são os rins e a bexiga, e a estes órgãos qualquer um de nós associa instantaneamente o elemento água.

Os rins para além das suas funções de filtragem e eliminação, são também um reservatório de energia vital e distribuidores dessa mesma energia pelo resto do corpo. Têm, portanto, uma importância mais global do que poderíamos imaginar à partida.

Numa perspectiva mais física, podemos relacionar estes órgãos invernosos às nossas pernas e pés. Trabalhando as pernas e os pés, podemos promover as capacidades energéticas dos rins e da bexiga. Através de caminhadas, de posturas de equilíbrio, de fortalecimento muscular, e para quem gostar, da própria corrida.

Uma outra forma de protegermos os rins é não perdermos energia através dos nossos pés, por isso devemos mantê-los bem aquecidos ao longo do Inverno.

E depois do exercício físico para as pernas, nada como uma mantinha e um delicioso chá de gengibre, para aquecer os pés e o espírito.

Para quem quiser, uma dica para os pés, e uma ideia sobre a corrida.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Running is for Horses*

edgar-degas.net

Quem me conhece sabe que não acho graça à corrida. Nem pessoal, nem profissional. E também sabe que há anos que digo que correr não faz bem nenhum, principalmente às mulheres, especialmente às mulheres que têm a bacia mais larga, mesmo que magras.

Desenvolvi teorias baseadas na anatomia, no movimento humano, nos programas da BBC ou nas revistas da National Geographic, que mostram aquilo que o Homem andou a fazer ao longo da sua evolução. Teorias que resumiam algum do meu conhecimento com a minha intuição. Sabem quando sabemos algo que não sabemos explicar e nem sequer sabemos como sabemos, mas que sabemos? É confuso, era mais ou menos isso que eu sentia com a corrida.

A minha animosidade com esta atividade ganha tamanho quando vejo pessoas a correrem com os ombros encolhidos, encostados às orelhas, os joelhos instáveis a rodarem para dentro, senhoras com soutiens desapropriados, quando o ar de esforço é demasiado evidente, enfim, uma panóplia de apontamentos que me fazem levar as mãos à cabeça.

Anos depois, já a minha embirração ia longe, a estagiar na Bélgica, o meu mestre estava a tratar um colega nosso que lhe recorria por uma dor qualquer de que não me lembro, dor essa que aparecia precisamente por ser um apaixonado da corrida. Percebi que a discussão sobre correr ou não correr era habitual entre eles e resolvi ficar calada, simplesmente a ouvir e a aprender. Eis que o mestre diz running is for horses!*.

Isto foi música para os meus ouvidos. Se o azimute das minhas ideias já apontava naquela direção, ouvir esta frase de uma pessoa tão sábia, tornou mais consistente a minha convicção.

Como acredito que só não muda de ideias quem não as tem, que só não muda de paradigma quem é casmurro e que a distância entre a casmurrice e a burrice é curta, hoje em dia, vejo a corrida com menos radicalismo.

Não estou a dizer que correr faz bem, nem para calçarem os ténis e soltarem os cavalos. O que quero dizer é que se gosta de correr, se isso lhe dá um imenso prazer, então, corra.

Mas fique atento às suas predisposições posturais, aos músculos que são naturalmente menos flexíveis no seu corpo, à bacia, aos joelhos, aos ombros, ao apoio que os seus pés fazem no chão. Porque todas estas questões posturais se exacerbam quando corre.

Não as tente corrigir quando estiver na sua corrida, nesse momento deverá ter a consciência postural relaxada. Fora das horas dedicadas à corrida tente alongar-se e fortalecer-se profundamente, para poder correr livremente, sem dores nem maleitas daí decorrentes.

E se correr for para cavalos, pelo menos o cavalo é um animal bonito e de qualidades reconhecidas.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Subir Escadas - Desafio

atdreamstate.wordpress

No início do ano, quase todos os anos, faço uma lista de objetivos e vontades a cumprir. Quase todos os anos essa lista desaparece, normalmente fica escondida num livro que estou a ler, ou no meio daquela papelada indiferenciada que se acumula e acaba no lixo. Conclusão, nem sempre cumpro os pontos de menor grau de importância que listei.

Um dos meus pontos listados para 2017 tem a ver com subir escadas.

Defini optar por subir as escadas em vez de ir pelo elevador. Como gosto de objetivos realistas, defini também que a brincadeira estaria a valer até aos três andares. Claro que se estiver para aí virada, posso subir mais do que três andares, mas como objetivo, três pareceu-me um bom número.

Porque considero a vida uma bênção e não um castigo, a definição desta regra teve algumas prerrogativas – em caso de cansaço extremo, de horários irregulares, ou seja, chegar a casa a altas horas e/ou de estar muito carregada com sacos de compras e afins – posso optar pelo elevador.

O melhor de tudo é que tenho cumprido de tal forma, que já lá vão cinco meses do ano e o que era um objetivo passou a ser um hábito.

E gostava de vos lançar a escada do desafio! Toca a dar às perninhas e upa! 

Quem aceita?
(Caso aceite o desafio, crie as suas próprias exceções à regra).